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ENEM 2021

185 questões · página 1 de 10

Q 1Linguagens

We are now a nation obsessed with the cult of celebrity. Celebrities have replaced the classic notion of the hero. But instead of being respected for talent, courage or intelligence, it is money, style and image the deciding factors in what commands respect. Image is evrything. Their image is painstakingly constructed by a multitude of different image consultants to carve out the most profitable celebrity they can. Then society is right behind them, believing in evrything that celebrity believes in. Companies know that people will buy a product if a celebrity has too. It is as if the person buying the product feels that they now have some kind of connection with the celebrity and that some of their perceived happiness will now be passed onto the consumer. So to look at it one way, the cult of celebrity is really nothing more than a sophisticated marketing scheme. Celeebrities though cannot be blamed for all negative aspects of society. In reality society is to blame. We are the people who seemed to have lost the ability to think for ourselves. I suppose it’s easier to be told what to think, rather than challenging what we are told. The reason we are swamped by celebrity is because there is a demand for it. Disponível em: www.pitlanemagazine.com Acesso em: 7 dez.2017 (adaptado)

Q 2Linguagens

The British (serves 60 million) Take some Picts, Celts and Silures Anda let them settle, Then overrun them with Roman conquerors. Remove the Romans after approximateky 400 years Add lots of Normam French to some Angle, Saxons, Jutes and Vikings, then stir vigorously. \[…\] Sprinkle some fresh Indians, Malaysians, Bosnians, Iraqis and Bangladeshis together with some Afghans, Spanish, Turkish, Kurdish, Japanese And Palestinians Then add to the melting pot. Leave the ingredients to simmer. As they mix and blend allow theis languages to flourish Binding them together with English. Allow time to be cool. Add some ulity, understanding, and respect for the future, Serve with justicee And enjoy. **Note**: All the ingredients are equally important. Treating one ingredient better than another will leave a bitter unpleasant taste. **Warning**: An unequal spread of spread of justice will damage the people and cause pais. Give justice and quality to all. Disponível em: www.benjaminzephaniah.com Acesso em: 12 dez. 2018 (fragmento)

Q 3Linguagens

**Becoming** Back in the ancestral homeland of Michelle Obama, black women were rarely granted the honorific Miss or Mrs., but were addressed by their first name, or simply as “gal” or “auntie” or worse. This so openly demeaned them that many black women, long after they had left the South, refused to answer if called by their first name. A mother and father in 1970s Texas named their newborn “Miss” so that white people would have no choice but to address their daughter by that title. Black women were meant for the field or the Kitchen, or for use as they saw fit. They were, by definition, not ladies. The very idea of a black woman as first lady of the land, well, that would have been unthinkable. _Disponível em: www.nytimes.com Acesso em 28 dex. 2018 (adaptado)_

Q 4Linguagens

![](https://enem.dev/2021/questions/4-ingles/f8b82d5f-61b4-4f77-ac4f-5ab5af0f9423.png)

Q 5Linguagens

**Exterior: Between The Museums – Day** CELINE Americans always think Europe is perfect. But such beauty and history can be really oppressive. It reduces the individual to nothing. It just reminds you all the time you are just a little speck in a long history, where in America you feel like you could be making history. That’s why I like Los Angeles because it is so… JESSE Ugly? CELINE No, I was going to say “neutral”. It’s like looking at a blank canvas. I think people go to places like Venice on their honeymoon to make sure they are not going to fight for the first two weeks of their marriage because they’ll be too busy looking around at all the beautiful things. That’s what people call a romantic place – somewhere where the prettiness will contain your primary violent instinct. A real good honeymoon spot would be like somewhere in New Jersey. KRIZAN, K,; LINKLATER, R. **Before Sunrise**: screenplay. New York: Vintage Books, 2005.

Q 6Linguagens

Um asteroide de cerca de um mil metros diâmetro, viajando a 288 mil quilômetros por hora, passou a uma distância insignificante – em termos cósmicos – da Terra, pouco mais do dobre da distância que nos separa da Lua. Segundo os cálculos matemáticos, o asteroide cruzou a órbita da Terra e somente não colidiu porque ela não estava naquele ponto de interseção. Se ele tivesse sido capturado pelo campo gravitacional do nosso planeta e colidido, o impacto equivaleria a 40 bilhões de toneladas de TNT, ou o equivalente à explosão de 40 mil bombas de hidrogênio, conforme calcularam os computadores operados pelos astrônomos do programa de Exploração do Sistema Solar da Nasa; se caísse no continente, abriria uma cratera de cinco quilômetros, no mínimo, e destruiria tudo o que houvesse num raio de milhares de outros; se desabasse no oceano, provocaria maremotos que devastariam imensas regiões costeiras. Enfim, uma visão do Apocalipse. Disponível em: http:/bdjur.stj.jus.br. Acesso em: 23 abr. 2010.

Q 7Linguagens

**A draga** A gente não sabia se aquela draga tinha nascido ali, no porto, como um pé de árvore ou uma duna. – E que fosse uma casa de peixes? Meia dúzia de loucos e bêbados moravam dentro dela, enraizados em suas ferragens. Dos viventes da draga era um o meu amigo Mário-pega-sapo. \[…\] Quando Mário morreu, um literato oficial, em necrológico caprichado, chamou-o de Mário-Captura-Sapo! Ai que dor! Ao literato cujo fazia-lhe nojo a forma coloquial. Queria _captura_ em vez de _pega_ para não macular (sic) a língua nacional lá dele… \[…\] Da velha draga Abrigo de vagabundos e de bêbados, restaram as expressões: _estar na draga_, _viver na draga_ por estar _sem dinheiro_, _viver na miséria_ Que ora ofereço ao filólogo Aurélio Buarque de Hollanda Para que as registre em seus léxicos Pois o povo já as registrou. BARROS, M. **Gramática expositiva do chão**: poesia quase toda. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1990 (fragmento).

Q 8Linguagens

O documentário _O menino que fez um museu_, direção de Sérgio Utsch, produção independente de brasileiro e britânicos, gravado no Nordeste em 2016, mais precisamente no distrito Dom Quintino, zona rural do Crato, foi premiado em Londres, pela _Foreign Press Associations_ (FPA), a associação de correspondentes estrangeiros mais antiga do mundo, fundada em 1888. De acordo com o diretor, _O menino que fez um museu_ foi o único trabalho produzido por equipes fora do eixo Estados-Unidos-Europa entre os finalistas. O documentário conta a história de um Brasil profundo, desconhecido até mesmo por muitos brasileiros. É apresentado com o carisma de Pedro Lucas Feitosa, 11 anos. Quanto tinha 10 anos, Pedro Lucas criou o Museu de Luyiz Gonzaga, que fica distrito de Dom Quintino. A ideia surgiu após uma visita que o garoto fez, em 2013, quando tinha 8 anos, ao Museu do Gonzagão, em Exu, Pernambuco. Pedro decidiu criar o próprio lugar de exposição para homenagear o rei e o local escolhido foi a casa da sua bisavó já falecida, que fica ao lado da casa dele, na rua Alto de Antena. Disponível em: www.opovo.com.br. Acesso em> 18 abr. 2018

Q 9Ciências Humanas

**A volta do marido pródigo** – Bom dia, seu Marrinha! Como passou de ontem? – Bem. Já sabe, não é? Só ganha meio dia. \[…\] Lá além, Generoso cotuca Tercino: – \[…\] Vai em festa, dorme que-horas, e, quando chega, ainda é todo enfeitado e salamistrão!… – Que é que hei de fazer, seu Marrinha… Amanheci com uma nevralgia… Fiquei com cisma de apanhar friagem… – Hum… – Mas o senhor vai ver como eu toco o meu serviço e ainda faço este povo trabalhar… \[…\] Pintão suou para desprender um pedrouço, e teve de pular para trás, para que a laje lhe não esmagasse um pé. Pragueja: – Quem não tem brio engorda! – É… Esse sujeito só é isso, e mais isso… – opina Sidu. – Também, tudo p’ra ele sai bom, e no fim dá certo… – diz Correia, suspirando e retomando o enxadão. – “P’ra uns, as vacas morrem … p’ra outros até boi pega a parir…”. Seu Marra já concordou: – Está bem, seu Laio, por hoje, como foi por doença, eu aponto o dia todo. Que é a última vez!… E agora, deixa de conversa fiada e vai pegando a ferramenta! ROSA, J. G. **Sagarana**. Rio de Janeiro: José Olympio, 1967.

Q 10Linguagens

**Intenso e original, Son of Saul retrata horror do holocausto** Centenas de filmes sobre o holocausto já foram produzidos em diversos países do mundo, mas nenhum é tão intenso como o húngaro Son of Saul, do estreante em longa-metragens László Nemes, vencedor do Grande Prêmio do Júri no último Festival de Cannes. Ao contrário da grande maioria das produções do gênero, que costuma oferecer uma variedade de informações didáticas e não raro cruza diferentes pontos de vista sobre o horror do campo de concentração, o filme acompanha apenas um personagem. Ele é Saul (Géza Rohrig), um dos encarregados de conduzir as execuções de judeus como ele que, por um dia e meio, luta obsessivamente para que um menino já morto – que pode ou não ser seu filho – tenha um enterro digno e não seja simplesmente incinerado. O acompanhamento da jornada desse prisioneiro é no sentido mais literal que o cinema pode proporcionar: a câmera está o tempo todo com o personagem, seja por sobre sobre seus ombros, seja como um _close_ em primeiro plano ou em sua visão subjetiva. O que se passa ao seu redor é secundário, muitas vezes desfocado. Saul percorre diferentes divisões de Auschwitz à procura de um rabino que possa conduzir o enterro da criança, e por isso pouco se envolve nos planos de fuga que os companheiros tramam e, quando o faz, geralmente atrapalha. “Você abandonou os vivos para cuidar de um morto”, acusa um deles. Ver toda essa _via crucis_ é por vezes duro e exige certa entrega do espectador, mas certamente é daquelas experiências cinematográficas que permanecem na cabeça por muito tempo. O longa já está sendo apontado como o grande favorito ao Oscar de filme estrangeiro. Se levar a estatueta, certamente não faltará quem diga que a Academia tem uma preferência por quem aborda a 2ª Guerra. Por mais que exista uma dose de verdade na afirmação, premiar uma abordagem tão ousada e radical como _Son of Soul_ não deixaria de ser um passo à frente dos votantes. **Carta Capital**. n. 873, 22 out. 2015.

Q 11Linguagens

**Sinhá** Se a dona se banhou Eu não estava lá Por Deus Nosso Senhor Eu não olhei Sinhá Estava lá na roça Sou de olhar ninguém Não tenho mais cobiça Nem enxergo bem Para que me pôr no tronco Para que me aleijar Eu juro a vosmecê Que nunca vi Sinhá \[…\] Por que talhar meu corpo Eu não olhei Sinhá Para que que vosmincê Meus olhos vai furar Eu choro em iorubá Mas oro por Jesus Para que que vassuncê Me tira a luz. CHICO BUARQUE; JOÃO BOSCO. **Chico**. Rio de Janeiro: Biscoito Fino, 2011 (fragmento).

Q 12Linguagens

![](https://enem.dev/2021/questions/12/6ac63b3f-c328-4663-80e1-4753ac661fec.png) Disponível em: www.deskgram.org. Acesso em: 12 dez. 2018 (adaptado).

Q 13Linguagens

![](https://enem.dev/2021/questions/13/413aa5b4-682c-42d8-897f-d80e47edaba8.png) HENFIL. Disponível em: https://medium.com. Acesso em: 29 out. 2018 (adaptado).

Q 14Linguagens

**A crise dos refugiados imortalizada para sempre no fundo do mar** ![](https://enem.dev/2021/questions/14/f8c80e87-3875-4c67-b82d-85d73404d502.png) TAYLOR, J. C. A balsa de Lampedusa. Instalação. Museu Atlântico, Lanzarote, Canárias, 2016 (detalhe) A balsa de Lampedusa, nome da obra do artista britânicos Jason de Caires Taylor, é uma das instalações criadas por ele para compor o acervo do primeiro museu submarino da Europa, o Museu Atlântico, localizado em Lanzarote, uma das ilhas do arquipélago das Canárias. Lampedusa é o nome da ilha italiana onde a grande maioria dos refugiados que saem da África ou de países como Síria, Líbano e Iraque tenta chegar para conseguir asilo no continente europeu. As esculturas do Museu Atlântico icam a 14 metros de profundidade nas águas cristalinas de Lanzarote. Na balsa, estão dez pessoas. Todas têm no rosto a expressão do abandono. Entre elas, há algumas crianças. Uma delas, uma menina debruçada sobre a beira do bote, olha sem esperança o horizonte. A imagem é tão forte que dispensa qualquer palavra. Exatamente o papel da arte. Disponível em: http://conexaoplaneta.com.br. Acesso em: 22 jun. 2019 (adaptado).

Q 15Linguagens

**TEXTO I** Correu à sala dos retratos, abriu o piano, sentou-se e espalmou as mãos no teclado. Começou a tocar alguma coisa própria, uma inspiração real e pronta, uma polca, uma polca buliçosa, como dizem os anúncios. Nenhuma repulsa da parte do compositor; os dedos iam arrancando as notas, ligando-as, meneando-as; dir-se-ia que a musa compunha e bailava a um tempo. \[…….\] Compunha só, teclando ou escrevendo, sem os vãos esforços da véspera, sem exasperação, sem nada pedir ao céu, sem interrogar os olhos de Mozart. Nenhum tédio. Vida, graça, novidade, escorriam-lhe da alma como de uma fonte perene. ASSIS, M. Um homem célebre. Disponivel em: www.biblio.com.br. Acesso em: 2 jun. 2019. **TEXTO II** Um homem célebre expõe o suplicio do músico popular que busca atingir a sublimidade da obra-prima clássica, e com ela a galeria dos imortais, mas que é traído por uma disposição interior incontrolável que o empurra implacavelmente na direção oposta. Pestana, célebre nos saraus, salões, bailes e ruas do Rio de Janeiro por suas composições irresistivelmente dançantes, esconde-se dos rumores à sua volta num quarto povoado de ícones da grande música europeia, mergulha nas sonatas do classicismo vienense, prepara-se para o supremo salto criativo e, quando dá por si, é o autor de mais uma inelutável e saltitante polca. WISNIK, J. M. Machado maxixe: o caso Pestana. Teresa: revista de literatura brasileira, 2004 (adaptado).

Q 16Linguagens

**Devagar, devagarinho** Desacelerar é preciso. Acelerar não é  preciso. Afobados e voltados para o próprio umbigo, operamos, automatizados, falas robóticas e silêncios glaciais. Ilustra bem esse estado de espírito a música Sinal fechado (1969), de Paulinho de Viola. Trata-se da história de dois sujeitos que se encontram inesperadamente em um sinal de trânsito. A conversa entre ambos, porém, se deu rápida e rasteira. Logo, os personagens se despedem, com a promessa de se verem em outra oportunidade. Percebe-se um registro de comunicação vazia e superficial, cuja tônica foi o contato ligeiro e superficial construído pelos interlocutores: “Olá, como vai? / Estou indo, e você, tudo bem? / Tudo bem, eu vou indo correndo, / pegar meu lugar no futuro. E você? / Quanto tempo… / Pois é, quanto tempo… / Me perdoe a pressa / é a alma dos nossos negócios… / Oh! Não tem de quê. / Eu também só ando a cem”. O culto à velocidade, no contexto apresentado, se coloca como fruto de um imediatismo processual que celebra o alcance dos fins sem dimensionar a qualidade dos meios necessários para atingir determinado propósito. Tal conjuntura favorece a lei do menor esforço – a comodidade – e prejudica a lei do maior esforço – a dignidade. Como modelo alternativo à cultura _fast_, temos o movimento _slow life_, cujo propósito, resumidamente, é conscientizar as pessoas de que a pressa é inimiga da perfeição e do prazer, buscando assim reeducar seus sentidos para desfrutar melhor os sabores da vida. SILVA, M. F. L. **Boletim UFMG**, n. 1 749, set. 2011 (adaptado).

Q 17Linguagens

A história do futebol brasileiro contém, ao longo de um século, registros de episódios racistas. Eis o paradoxo: se, de um lado, a atividade futebolística era depreciada aos olhos da “boa sociedade” como profissão destinada aos pobres, negros e marginais, de outro, achava-se investida do poder de representar e projetar a nação em escala mundial. A Copa do Mundo no Brasil, em 1950, viria a se constituir, nesse sentido, em uma rara oportunidade. Contudo, na decisão contra o Uruguai sobreveio o inesperado revés. As crônicas esportivas elegiam o goleiro Barbosa e o defensor Bigode como bodes expiatórios, “descarregando nas costas” dos jogadores os “prejuízos” da derrota. Uma chibata moral, eis a a sentença proferida no tribunal do brancos. Nos anos 1970, por não atender às expectativas normativas suscitadas pelo estereótipo do “bom negro”, Paulo César Lima foi classificado como “jogador – problema”. Ele esboçava a revolta da chibata no futebol brasileiro. Enquanto Barbosa e Bigode, sem alternativa suportaram o linchamento moral na derrota 1950, Paulo César contra-atacava os que pretendiam condená-lo pelo insucesso de 1974. O jogador assumia as cores e as causas defendidas pela esquadra dos pretos em todas as esferas da vida social. “Sinto na pele esse racismo subjacente” revelou a imprensa francesa: “Isto é, ninguém ousa pronunciar a palavra ‘racismo’. Mas posso garantir que ele existe, mesmo na seleção Brasileira”. Sua ousadia constituiu em pronunciar a palavra interdita no espaço simbólico do discurso oficial para reafirmar o mito da democracia racial. Disponível em: https://observatorioracialfutebol.com.br. Acesso em: 22 jun. 2019 (adaptado) O texto atribui o enfraquecimento do mito da democracia racial no futebol à

Q 18Linguagens

![](https://enem.dev/2021/questions/18/d3122745-1e96-431c-a368-b901c0e3dd5d.jpg) MEIRRELES, V. Moema, Óleo sobre tela, 129 cm x 190 cm. Masp, São Paulo, 1866. Disponível em: www.masp.art.br. Acesso em: 13 ago. 2012 (adaptado).

Q 19Linguagens

Coincidindo com o Dia Internacional dos Direitos da Infância, foram apresentados diversos trabalhos que mostram as mudanças que afetam a vida das crianças. Um desses estudos compara o que sonham e brincam as crianças hoje em relação às dos anos de 1990. E o que se descobriu é que as crianças têm agora menos lazer e estão mais sobrecarregadas por deveres e atividades extracurriculares do que as de 25 anos atrás. As crianças de hoje não só dedicam menos tempo para brincar, como também, quando brincam, a maioria não o faz com outros crianças no parque, na rua ou na praça, mas em casa e muitas vezes sozinhas. E já não brincam tanto com brinquedos, mas com aparelhos eletrônicos, entre os quais predemonia o jogo individual com a máquina. OLIVIA, M. P. O direito da criança ao lazer… e a crescer sem carências. El País, 20 nov. 2015 (adaptado).

Q 20Linguagens

O coreógrafo e bailarino Didier Mulleras se destaca como um dos criadores que descobriram a dança de outro ponto de vista. _Mini@tures_ é uma experiência emblemática entre movimento, computador, internet e vídeo. Com os recursos da computação gráfica, a dança das miniaturas pode caber na palma da mão. Pelo fato de usar a internet como palco, o processo de criação das miniaturas de dança levou em consideração os limites de tempo de download e o tamanho do arquivo, para que um número maios de “espectadores” pudesse assistir. A graça das miniaturas está justamente na contaminação entre mídias: corpo/dança/computação gráfica/internet. De fato, é a rede que faz a maior diferença nesse grupo. _Mini@tures_ explora uma nova dimensão que descobre o espaço-tempo da web e conquista um novo território para a dança contemporânea. A qualquer hora, dança on-line. SPANGHERO, M. **A dança dos encéfalos acesos.** São Paulo: Itaú Cultural, 2003 (adaptado).